O desafio da eficiência operacional em tempos de pandemia

O desafio da eficiência operacional em tempos de pandemia

Por José Luiz Romano, Diretor Financeiro da Diebold Nixdorf Brasil

            Aprimorar a eficiência operacional sempre foi e será um desafio para as empresas, sobretudo em grandes operações como a que envolve a indústria de equipamentos e tecnologias para o setor bancário e financeiro. Afinal de contas, diminuir os custos sem comprometer a rentabilidade do negócio é uma daquelas equações fundamentais para manter qualquer organização equilibrada e saudável, oferecendo o melhor ao cliente. Mas o que fazer, no caso, quando o mundo muda sem aviso e sem qualquer precedente na história global? Como manter contas e processos em ordem quando tudo parece estar em plena transformação?

            Essa é, sem dúvida, a situação provocada pela crise do Covid-19. De um dia para o outro, a pandemia fez com que companhias de todos os portes e tipos de atuação fossem simplesmente obrigadas a enfrentar uma nova realidade, mergulhadas em desafios como a necessidade de implementar distintos modelos de trabalho e produção, com características nunca imaginadas – principalmente em linhas de operação baseadas diretamente em linhas presenciais.

            O fato é que tudo parou. E, para completar o cenário, os líderes ainda tiveram de aprender a gerenciar um ambiente com menos dinheiro, com profunda redução de receitas e consumo. Segundo pesquisas internacionais, por exemplo, quase 80% das organizações em todo o mundo tiveram redução de faturamento por conta da pandemia.

            Ou seja: se antes da pandemia otimizar a eficiência operacional já era um dos focos de maior apelo para as companhias, à medida que a crise avança e impacta os resultados corporativos, entender como equilibrar as receitas e custos se torna uma demanda absolutamente imprescindível para a continuidade das ações. Produzir mais e gastar menos, portanto, deixou de ser uma simples opção.

            Mas é possível aprimorar a eficiência das operações durante a crise? Felizmente, sim. O primeiro passo para isso é identificar os pontos de atenção e avaliar possíveis respostas para a recuperação das atividades. Depois, é preciso implementá-las. Em outras palavras, a demanda dos clientes mudou, e as empresas precisam mudar também.

            Na área bancária, por exemplo, a pandemia de Covid-19 representou uma massiva mudança de comportamento dos consumidores, com a migração do uso de terminais físicos para a adoção de ferramentas digitais de autoatendimento. Segundo o World Retail Banking Report 2020, quase 60% dos clientes estão dando preferência às soluções de Internet banking, contra menos de 50% antes da crise. O momento exige que novas integrações sejam construídas, unindo o mundo do físico das aplicações on-line.

            Esse é um exemplo simples, mas que certamente demonstra a necessidade de se rever constantemente o portfólio oferecido aos clientes. Revisar a oferta à disposição dos usuários é uma medida necessária e urgente, sobretudo em uma era cada vez mais baseada em reputação e imagem. O foco centrado no consumidor é uma maneira de manter as operações relevantes para a sociedade, oferecendo valor real para o público.

            Vale salientar, contudo, que a atualização da oferta entregue aos clientes precisa ser uma ação que vá além do planejamento e da análise de mercado. Apesar da crise, é importante manter o investimento em tecnologias e recursos que, de fato, tornem a produção mais alinhada ao futuro, otimizando as soluções. Não por acaso, pesquisas destacam que a área de tecnologia da informação deverá ser uma das principais molas propulsoras da retomada econômica global, com crescimento acima de 20% já em 2021. O motivo é simples: para tornar suas operações mais inteligentes, ampliar a automação e a capacidade de gerenciamento &ea cute; fu ndamental.

            A tecnologia, aliás, não deve ser pensada e colocada à disposição apenas dos consumidores finais. Um ponto essencial para a otimização da eficiência operacional é o cuidado com os colaboradores. É preciso verificar com frequência se as necessidades dos funcionários para entregar um bom trabalho estão sendo atendidas e de que forma as empresas podem contribuir ainda mais. Ações de engajamento e reconhecimento, ainda que virtuais, também são uma boa alternativa para manter o time unido e fortalecido. Além disso, caso seja necessário, as organizações ainda podem avançar e oferecer apoio psicológico e até mesmo finance iro para colaboradores em situação de vulnerabilidade.

            Nesse sentido, as empresas devem encarar que as mudanças impostas pelo Covid-19 não afetam apenas as produções e estratégias corporativas, mas também – e principalmente – as pessoas que fazem parte dela. Ter uma equipe engajada, com acesso a ferramentas de TI adequadas e conscientes da situação vivida é um diferencial único para maximizar a produtividade e evitar erros, desperdícios e desconexão – não somente com os sistemas de trabalho, mas também com o propósito da companhia.

            Em um mundo sempre em constante transformação, a capacidade de se adaptar às mudanças do ambiente com agilidade tem sido apontada como uma das mais importantes habilidades a serem trabalhadas pelas lideranças corporativas no cenário atual. Diminuir os custos sem comprometer a rentabilidade do negócio faz parte desse desafio. As respostas e o desenvolvimento dessa habilidade, todavia, não se resumem a entender planilhas e relatórios. É essencial ter empatia para produzir mais, melhor e de forma mais eficiente. 

Planin – Assessoria de Comunicação e de Imprensa da Diebold Nixdorf
Contato: Thelma Kai, Ana Flávia Richter e Marcelo Holanda – (11) 2138-8905
E-mail: diebold@planin.com

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