Last Mile: como reduzir os custos no processo de entrega?

 

Last Mile: como reduzir os custos no processo de entrega?

*Por Stefan Rehm
 

 

No mês passado, a Petrobras comunicou o ajuste no preço médio da venda de gasolina e diesel, aumentando em mais de 18% e 24% o valor de cada um, respectivamente. Tal fato impacta diretamente o setor logístico, principalmente, no que diz respeito à última milha, a etapa de entrega dos produtos, a qual está relacionada cerca de 53% das despesas logísticas que as empresas têm. Diante desse cenário, ampliou-se a preocupação com os custos das operações, de modo que diversas companhias foram compelidas a rever seus processos.

Neste aspecto, com o intuito de melhorar a eficiência do último trecho da cadeia, ampliar o potencial comercial e reduzir as despesas das entregas, torna-se imprescindível que as empresas tratem o setor logístico de forma estratégica. Assim, para construir segmentos mais inteligentes e rentáveis na etapa Last Mile, é crucial que haja investimentos em tecnologia.
 

Defronte às circunstâncias, é aconselhável que as companhias integrem aos processos o Sistema de Gerenciamento de Transporte e Logística (TMS), que automatiza, padroniza e centraliza diversas atividades operacionais, bem como facilita a troca de informações entre transportadoras, varejistas e operadores logísticos. Entre os recursos que o software aperfeiçoa, é possível citar: cálculo de frete, gestão dos envios, rastreamento, reembolso e reconciliação de faturas e melhor visibilidade da operação.
 

Outra tecnologia fundamental para a redução de custos na etapa de entrega dos produtos é a Roteirização inteligente, que, por meio de Inteligência artificial, é habilitada para delinear rotas mais proficientes e dispor, automaticamente, as cargas em conformidade com a capacidade dos veículos disponíveis na frota. Além de agilizar as entregas, o uso da IA na roteirização pode reduzir até 30% das despesas logísticas.
 

Ademais, os gastos com o Last Mile também podem ser reduzidos por meio de novas alternativas, como a implementação de diferentes modalidades de entrega, que, ao serem inseridas nas operações, agregam valor não apenas ao processo de última milha, bem como ao de estoque. Dentre as categorias de entrega que são tendência no Brasil, podemos citar os modelos de pontos de retirada e coleta e ship from store, que além de otimizar a operação, aumentam o poder de decisão do consumidor sobre a forma que deseja receber o produto adquirido.
 

Vale ressaltar que a logística brasileira precisa estar cada vez mais integrada para atender a jornada híbrida dos consumidores, com ênfase em melhorias na comunicação sobre o status do pedido, com atualizações em tempo real. Outro aspecto, planejamento e inovação, daqui para a frente, são tópicos indispensáveis para as operações, especialmente para o processo de Last Mile Delivery, que até 2030 deve registrar um aumento de 78% em sua demanda, segundo dados do Fórum Econômico Mundial.
 

* Stefan Rehm é CEO do Grupo Intelipost 

 

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